Purple Sky, Primavera de 2007

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Purple Sky, Primavera de 2007

Mensagem por Ryuu~ em 29.11.09 20:11

ALELUIA, EU ESTOU POSTANDO ISSO. Nossa, tô pra terminar de traduzir isso faz tanto tempo. Entrevista longa, divertida, e amor em todos os sentidos <3 É da época da estréia de Boys & Girls, então é bem antiga. Aproveitem <3 Eu amei.



Conforme o que o vocalista Maya e o guitarrista Aiji da unidade de eletro-rock dizem, o LM.C não foi criado como apenas uma coisa que aconteceu um dia, como qualquer fenômeno natural (ou sobrenatural). De acordo com a divertida dupla nos contou, parecendo estranhamente prontos para uma batalha com fatigas combinando, eles não tem história. Por essa razão, eles estavam desesperados em inventar uma para a nossa entrevista, misturando fatos e ficção em uma excitante narrativa que incluía superestrelas do rap internacionais, barbas, bombas atômicas, e Limp Bizkit, entre outras coisas. Ou talvez eles só estivessem dando risadas às minhas custas.

Apesar da conversa com o par irreverente ser frequentemente parecida com uma verdade surreal ou um falso teste, haviam fatos sólidos como uma pedra. Indiferentemente de como você possa apreciar os cabelos coloridos e maquiagem ou o convulsivo descaramento, esses dois são músicos sérios que querem criar ótimas músicas. Maya, o antigo guitarrista suporte de Miyavi e agora revelado como uma estrela de nascença, chega a praticar as músicas do LM.C até no karaokê. Aiji, antigo guitarrista da banda recentemente encerrada Pierrot, pode parecer indiferente nas fotos, mas na vida real ele é um grande trabalhador com um comportamento gentil e uma tendência travessa. Então, quem poderia me culpar de quase acreditar quando eles me entregaram um cd aleatório de música pop coreana e disseram que era “a base” do som do LM.C?

Essa é a incrívelmente verdadeira história do LM.C.

pS (Purple Sky): Então me contem, o que é esse estranho nome de banda, “Lovely Mocochang”? O que ele significa?

M (Maya): Não há um significado.

pS: Como vocês o inventaram?

M: Nunca houve um tempo em que nós dissemos “Vamos começar um projeto juntos”, ou um dia específico em que o LM.C foi criado. O LM.C não teve um começo “oficial”;

A (Aiji): Porque nós não começamos pelo nome?

M: Certo, então, com o nome da banda foi a mesma coisa, não houve nenhum verdadeiro, tipo, ponto de início. O nome apenas meio que surgiu. Eu penso em quando alguém diz, “O que nós vamos fazer com o nome?” e aí todo mundo discute idéias. Não aconteceu isso nesse caso. Nós íamos ter um ensaio ou um show de demonstração em que eu iria tocar guitarra e cantar sozinho, e quando eu fui alugar o lugar eu precisava de um nome. Eu acho que você poderia dizer que foi daí que ele veio.

pS: Mas de onde o nome mesmo veio?

M: Isso iria ser, bem... do bom Senhor?

A: Uh, nós não somos esse tipo de banda.

M: Não ajuda? Não é a direção certa para ele?

A: Nós não somos esse tipo de banda.

M: Bom, quer dizer, Mocochang é o nome do meu cachorro...

pS: …então, é um mistério?

M: Ohh, sim! Certo, um mistério ele será.

pS: Mocochang tem um som meio étnico.

A: Ah, você só está dizendo isso porque aquele “ch” soa como MocoCHang. Isso é de propósito.

pS: Aquele personagem coelho que aparece em todas as suas coisas também é chamado Mocochang?

M: Isso também é indefinido. A razão de eu fazer um coelho foi porque eu queria uma marca registrada. Quer dizer, não é nem mesmo um coelho, na verdade.

A: É acoelhado.

M: Eu acho que é difícil ver qualquer coisa que não seja um coelho; é mais parecido com um coelho. Eu acho que o que eu estou tentando dizer é que eu nunca dei a ele um significado específico. Eu não vou dizer que é um coelho, nem vou negar que é um. É tudo meio vago.

pS: Vocês se conhecem faz um bom tempo, quanto tempo faz?

M: Wow, uns dez anos?

pS: Durante aquela época, vocês já pensavam, “Algum dia vamos fazer o LM.C acontecer!”?

M: Não mesmo. Nem pra começar.

A: Na verdade, não.

M: Mesmo, fui eu que me aproximei do Aiji com algum tipo de cumprimento. Para mim, ele era meio que um senpai, um cara com mais história na cena; alguém que eu conhecia de bandas e que cresceu na mesma área.

pS: Vocês dois eram colegas de classe?

M: Não, não era assim. Como se fala..?

A: Hum.

M: Que seja. É, nós éramos colegas de classe.

pS: Não, não. Não goste, eu vou publicar o que quer que vocês me falarem e arranjar confusão.

A: Do que vocês chamam senpai/kouhai em inglês?

pS: Você quer dizer, fora da escola? Essa é meio difícil. Qual de vocês é o mais novo? Oh. Maya, é claro.

A: Se ele fosse mais velho ia ser um problema, já que eu sou o senpai dele!

pS: Então o Maya tem que fazer tudo o que você diz, já que você tem “direitos de senpai”?

M: Tudo.

A: Esses direitos não existem, mas ele naturalmente faz, de um jeito ou de outro.

M: É verdade. Voltando à pergunta, as coisas eram assim no começo. Nós nunca pensamos algo como “Vamos fazer alguma coisa algum dia”.

pS: Maya, você costumava ser guitarrista nas suas bandas antigas. Como você acabou sendo vocalista dessa vez?

M: Hmmm, não tinha ninguém melhor.

A: É, bem, desde que eu ouvi a fita demo do Maya eu achei que era ótimo e já que a voz dele era boa eu queria que ele tentasse cantar para nós. E foi assim que nós começamos. Eu cheguei a procurar por um vocalista, mas como ele disse, não havia ninguém e parecia que nós conseguiríamos fazer música melhor sendo só nós dois.

pS: Onde você aprendeu a cantar rap, Maya?

M: Ummm.

A: Das paradas de sucesso.

M: Em LA. (Los Angeles)

A: É, ele estava em LA; quando foi isso, uns cinco anos atrás?

M: Harmonizando. Não, eu nunca me importei muito com hip hop ou qualquer coisa do estilo. Isso também foi algo que só meio que aconteceu. Eu queria tocar muitos tipos de música e, na época que eu comecei a escrever minhas próprias músicas, uns cinco anos atrás, isso era popular e eu só meio que acabei incorporando tudo. Eu tenho um gosto realmente insofisticado.

A: E aí você recebeu aquela ligação do Jay-Z.

M: De LA, né? Eu recebi a chamada no meu celular.

pS: Para que você foi para LA?

M: Eu queria fazer compras.

Agente: Por quanto tempo você vai cair nas mentiras deles!?

M: Eu estou brincando.

A: O Maya foi para LA para fazer um teste para entrar no Limp Bizkit...

pS: Você está falando a verdade dessa vez?

M: Essa é a verdade honesta! Você sabe, quando o guitarrista dele, Wes Borland, deixou a banda e eles fizeram aqueles testes? Eu fui para a América naquela vez.

pS: O que eles disseram?

M: Uhm, eles estavam falando inglês então eu não entendi.

A: Eu acho que eles devem ter dito que você seria melhor cantando rap, mas...

M: Ah sim, isso é verdade. Um dos caras me julgando virou para mim e disse, “Filho, você deveria estar cantando”.

pS: Porque o “ponto” em LM.C fica entre o M e o C? Não deveria ser L.MC como em lovely-espaço-mocochang?

M: É o ponto de “lovely-mocochang.com”

pS: Eu estava conversando com o seus staffs sobre como os planos de abrir uma página em inglês foram arquivados por enquanto. Vocês estão cientes dos fãs de LM.C nos outros continentes?

A: Uh, de certa forma.

M: De certa forma. Outro dia, um grupo de alemães foi na loja de Harajuku que vende os produtos oficiais do LM.C.

pS: E vocês estavam por lá?

A: Não, nós não estávamos lá, mas eles passaram outras vezes por lá. Talvez eles tenham vindo ver um show ou algo do estilo. Eu não tenho certeza, mas o dono da loja nos contou que eles foram lá passar o tempo.

pS: Você tinha vontade de fazer músicas assim desde antigamente?

A: Quer dizer, eu pessoalmente prefiro músicas violentas do que músicas deprimentes. Eu gosto mais de músicas que fazem o sangue pulsar do que músicas tristes.

M: Os fãs de muito tempo do Aiji provavelmente entendem, “Ah, isso é tão Aiji”, eu acho.

pS: Então, durante as músicas que tem longas pausas sem guitarras, o que você fica fazendo Aiji?

M: hahahah!

A: Quando não há partes de guitarra? Canalizando, eu acho? Eu me comunico com as estrelas.

M: É, ele faz isso.

A: Aí, quando chega a minha parte, eu estou finalmente livre para me desatar.

pS: Porque vocês nunca tem barbas ou pêlos faciais?

A: Do que você está falando?

M: Você está exagerando!

A: Eu acho que isso é o resultado de se canalizar com outros mundos?

pS: Eu me pergunto se o Maya tem uma barba por baixo da máscara dele. [ O Maya estava usando uma máscara porque ele estava com febre ]

A: Ah, se você fosse tirar essa máscara...

M: É incrível, grossa e espessa.

A: Certo.

M: Uh, não. Eu não tenho barba. E eu agradecerei se você não duvidar de mim. Eu não consigo fazer uma barba crescer.

A: Eu também não tenho muita. Ela sai bem fina. Ah, o maya não tem nada mesmo.

M: Nadinha.

pS: Vamos falar sobre os seus processos de gravações.

A: Lá vai você, pulando por aí denovo.

M: Fazer músicas é diferente para cada música.

pS: Bom, por exemplo, como fazer uma música é diferente para algo do tipo “Oh my Juliet” versus “Rock the LM.C”?

M: Uhm, bem, nesse ponto nós fazemos as músicas em casa e então nós tocamos elas um para o outro.

pS: Então quantas músicas o Maya escreveu versus o Aiji?

M: Das músicas que nós lançamos, eu diria que é meio a meio. Já que nós chegamos tão longe, eu acho que nós vamos acabar virando algo como o B’z. Com o Aiji fazendo as músicas e eu escrevendo as letras.

A: Não, nós não vamos. Nós não vamos virar o B’z.

M: Não conhece B’z? Bem, nós temos uma certa coisa parecida com Genbaku Allergy acontecendo.

A: Ele definitivamente não conhece.

pS: Genbaku Allergy?

M: Eles foram uma banda indie de muito tempo atrás.

A: De jeito nenhum alguém (de fora) conhece eles.

pS: Essa é alguma banda que foi apagada pela história?

M: Não, nada do estilo. Eu só estava comentando que já existiu esse tipo de banda antes. Então nós trazemos as músicas que nós fazemos e, se essa fosse uma banda com um baixista e um baterista, nós iríamos todos para o estúdio produzi-la, mas isso não é possível, então nós as fazemos em casa.

pS: Vocês fazem as músicas digitalmente ou usando instrumentos ao vivo?

M: Digital.

A: Basicamente digital. Mas o nosso novo single usa baterias ao vivo pelo primeira vez.

M: Na gravação.

pS: Então, vamos falar sobre o novo single. Que tipo de música é “Boys & Girls”?

M: É exatamente o que o título diz. É uma música para meninos e meninas, nada mais, nada menos. Desculpe, é isso.

pS: Como é a música?

A: Animada e agitada.

pS: Porque você quis contar essa história de “Boys & Girls”?

M: Eu não sei, com cada música o tema muda. Esse é só um tema de muitos. Por exemplo, não importa quem você seja, mesmo quando você já cresceu, ainda existe uma parte de você que vai ser pra sempre uma criança. Do que você a chamaria? Os sentimentos de quando você era só um menino ou uma menina continuam. Eu queria fazer uma música sobre isso.

pS: E eu ouvi falar que ele vai ser tema de um anime?

M: Exato.

A: Katekyoshi Hitman Reborn.

pS: Eu também ouvi que você já emprestou sua voz ao anime Red Garden antes?

M: Eu já, sim.

pS: Que papel?

A: O papel do príncipe.

M: O presidente.

pS: Você ficou com inveja dele, Aiji?

A: Nem um pouco.

pS: Ouvindo “Boys & Girls”, eu fico confuso sobre quem o LM.C é como um artista. Dessa vez, tem uma melodia meio pop/punk. O LM.C basicamente transforma o que quer que vocês queiram naturalmente em música?

M: Isso mesmo. Então quando você diz, “Quando eu ouvi isso, eu não soube dizer o que você queria fazer como artista”, essa foi meio que a intenção. É só algo que aconteceu naturalmente. Nós não queremos ficar presos em um gênero de música, então nossas coisas acontecem assim. É natural. Não é como se nós quiséssemos tentar algo diferente do que nós estávamos fazendo. Isso é só realmente natural. Nem nós mesmos sabemos o que nós vamos fazer em seguida.

A: Nós fazemos o que nós queremos, quando nós queremos, então realmente não tem nada a ver com gênero. Quer dizer, se nós quisermos tocar música clássica, nós vamos, só porque nós achamos que é legal.

pS: Falando nisso, o solo de guitarra nessa música subitamente fica todo clássico.

A: O que quer que apareça na minha mente, eu coloco na música.

pS: O título da música “Little Fat Man Boy” não faz sentido nenhum pra mim.

M: Sério?

pS: O que ele significa?

A: Eu acho que a maioria dos americanos não sabem sobre isso?

M: Provavelmente não.

pS: Existe alguma história?

M: Existe, mas...

pS: Quer dizer, o problema para os americanos é que eles vêem “Little” (pequeno), “fat” (gordo), “man” (homem) e “boy” (garoto); todas essas palavras se contradizem.

M: Entendo. Então vocês não sabem? Quer dizer, o título “Little Fat Man Boy” é uma palavra que eu inventei, mas tem um significado.

pS: É um segredo?

M: Não, não é. Aliás, no Japão a maioria das pessoas reconhece.

A: Conte logo. Quer dizer, é um fato, afinal.

M: A muito tempo atrás, foram derrubadas duas bombas nucleares sobre o Japão.

A: Bombas atômicas.

M: Esses são os nomes dessas duas bombas; as duas bombas derrubadas no Japão pelos Estados Unidos. Os nomes eram “little boy” e “fat man”. A letra fala sobre isso. Quer dizer, vocês sabem sobre o ataque à Pearl Harbor, certo? Foi relacionado a isso.

pS: Aquele PV não tem muito a ver com essa história, então.

M: Nada.

pS: O que fez vocês decidirem usar animação em claymotion?

A: Já faz um bom tempo que eu queria fazer algo em clay motion. Eu sempre fui um grande fã de animações tchecas. Apenas aconteceu de eu estar falando sobre isso e o diretor também gostava e nós acabamos fazendo isso.

pS: O diretor era amigo de vocês?

A: Não exatamente um amigo.

M: Não um amigo, mas sim o cara que faz todos os clipes do LM.C.

A: Bem, eu chamo ele de amigo agora. Ele faz todos os nossos vídeos.

pS: Parece que, no Japão, muitas bandas usam o mesmo diretor durante a carreira inteira.

M: Não é assim na América?

pS: Não necessariamente. Bandas americanas usam muitos diretores diferentes; quem quer que esteja na moda no momento.

A: No Japão não existem muitos diretores “da moda” do momento, então mesmo que você vá atrás deles, eu não acho que você vá conseguir fazer algo excitante. Você não pode gastar tanto assim em vídeos. Não há esse senso de significância para o lado das gravadoras.

pS: O LM.C vai ser pra sempre uma unidade de duas pessoas?

M: Não decidimos isso ainda.

pS: Então existe a chance de vocês aceitarem outros membros algum dia?

M: Se nós conhecermos alguém legal. Quer dizer, nós conhecemos vocês.

pS: Então eu vou me juntar ao LM.C.

A: Nós te daremos as boas-vindas.

pS: Maya, você toca guitarra acústica.

M: Nas gravações, sim. Apesar de ter sido só em uma música.

pS: O que fez você decidir gravar você mesmo e não usar o Aiji para isso?

M: Eu não decidi realmente, isso também meio que simplesmente aconteceu. É só por acaso que eu canto e o Aiji toca guitarra. Nós não somos particulares sobre isso. Por exemplo, se é minha música e eu tenho uma imagem de como a guitarra deve ser, eu vou tocar. Não é tipo, “Eu sou o guitarrista, então eu vou tocar as partes de guitarra” ou “Eu sou o vocalista, então eu vou usar a minha voz em todas as linhas”. Quando eu precisar, eu usarei outras pessoas para cantar, incluindo o Aiji.

pS: Você canta durante as gravações, Aiji?

A: Bem, um pouco.

M: Um pouco. Ele canta um pouco.

A: Quer dizer, isso não é como uma banda. Nós somos algo como Massive Attack, uma unidade de fazer músicas.

pS: Já faz um ano desde que vocês começaram a fazer isso. Olhando para trás, como isso tem sido?

M: Como... Quer dizer, nós estivemos trabalhando nisso desde um tempo atrás, só faz meio ano desde que nós aparecemos como um grupo. Tudo ainda está se formando. Nós ainda não temos uma história.

pS: Se eu puder voltar a “Boys & Girls”, enquanto vocês estavam crescendo, vocês andavam mais com garotos ou garotas?

M: Eu prefiro garotas.

pS: E por que isso?

M: Por que eu gosto delas. (sorrindo)

pS: De que jeito você gosta delas?

M: Como membros do sexo oposto. Hehe, eu não sei. Eu gosto de andar com os dois. Eu cresci no interior, então..

A: Você não tinha nada para fazer?

M: Eu não tinha nada para fazer. Então você está dizendo que tudo que eu fazia era
ficar brincando por aí? É isso o que você quer dizer?

A: Eu só estou dizendo que você parece o tipo que...

M: Quer dizer, não é como se eu andasse só com garotos ou só com garotas, nós brincávamos todos juntos. Mas quer dizer, agora eu prefiro a companhia de garotas. Eu realmente não saio por aí procurando caras pra serem meus amigos.

A: Yo, sério? Qual é o sentido disso?

pS: Você é o oposto, Aiji?

A: Eu não penso sobre isso. Amigos são amigos.

pS: Você era assim quando você era mais novo?

A: Hmm, eu nunca me importei, então eu não faço a mínima idéia.

pS: Com quantos anos você começou a tocar música?

A: Com 16 anos.

pS: Qual foi o motivo? Foi para ser popular com as garotas?

A: Ah, não, não foi por isso. Era uma atividade extracurricular, tipo um clube. Foi assim que eu comecei.

pS: O que você ouviu que fez você querer se tornar um músico?

A: Eu só queria estar em uma banda. Não foi como se eu tivesse ouvido alguma coisa e quisesse ser como aquela pessoa. Começou de mim querendo fazer barulho junto com outras pessoas.

pS: Você começou fazendo covers?

A: Claro.

pS: Que músicas você fazia cover?

A: Coisas como Ziggy e outros rock ‘n’ rolls.

pS: Qual guitarrista impressionava você?

A: Oh, eu não comecei a tocar guitarra até quando eu tinha 18 anos. Antes disso, eu era o vocalista. Então tipo, quando eu fiz 18 anos e comecei a tocar guitarra eu comecei a escrever minhas próprias músicas. Se você está perguntando quais são meus guitarristas favoritos ou algo do estilo, não há nenhum. Eu não tenho um gosto em particular por ninguém. Já vocalistas, por outro lado, eu tenho vários favoritos.

pS: E quem seriam esses?

A: Cyndi Lauper, Kate Bush, e Maya.

pS: Por maya, você está se referindo à cantora de r&b dos anos 90?

A: É, ela mesma.

M: Eu me lembro dela.

pS: Por que você se chama Maya afinal?

A: É maaaya, com um longo som de ‘mah’.

M: É um apelido da época do ensino fundamental.

pS: Maya, quando você veio para o Japão...oops!
(todos na sala começam a rir denovo, por causa do meu erro)

A: Maya, as pessoas acham que você tem esse tipo de rosto, huh?

M: Um rosto de LA?

A: Não, não de LA. De um estudante de ensino fundamental.

M: Eu vim de LA para cá quando eu estava no quarto ano do ensino fundamental.

pS: Eu estava tentando perguntar, quando você descobriu que você queria fazer música?

M: Música? Eu sabia quando eu estava no ensino médio.

pS: O que fez você se decidir?

M: Eu comecei a gostar de X Japan quando eu tinha tipo, 10 anos de idade e ainda estava no ensino fundamental. Foi isso que me fez começar.

pS: Então você gostava de hide?

M: Não exatamente hide tanto quanto X Japan. E aí eu entrei no colegial e tudo girava em torno de Luna Sea. Aconteceu um boom de bandas naquela época.

pS: Tipo Buck-Tick?

M: É, exatamente. Existiam muitas bandas assim. E eu queria ser como elas.

pS: Quando vocês começam a ver os vários jeitos em que o visual kei cresceu, vocês às vezes ficam confusos sobre o que é visual e o que não é?

A: Mais do que isso, é que eu sempre pensei sobre a maquiagem como parte do show, se você quiser ficar sobre o palco. É assim que eu penso; eu nunca achei que visual kei era relacionado com a música. É só que, se você quiser ficar naquele palco, você usará maquiagem. É por isso que o David Bowie usa maquiagem. É a mesma coisa.

M: Eu acho que o Japão não tinha esse tipo de cultura naquela época e quando ficou popular, eles só deram um rótulo fácil. É daí que tudo começou, então nós não ficamos pensando sobre isso normalmente; eu não me importo se as pessoas acham que nós somos visual kei. Elas podem nos chamar do que elas quiserem.

pS: Vocês tem algum tipo de “motto”?

A: Não.

M: Eu acho, “Jiyuu Ki Mana Ni”. (livre para ser)

A: É como viver sua vida em um tapete de nuvens.

pS: Cópias exatas dos seus macacões são vendidas através da Groucho. Vocês nunca ficaram preocupados que, se todos os fãs vierem a um show usando eles, um de vocês pode se misturar com o público e desaparecer?

A: Eu acho que eu gostaria de me misturar com o público e desaparecer.

pS: Os fãs estão usando eles?

M: Surpreendentemente, sim.

A: Alguns.

M: Eu comentei sobre aquelas garotas alemãs mais cedo, né? Elas realmente compraram eles. (Maya mostra uma foto que ele tirou no celular dele)

pS: O que fez vocês decidirem em usar macacões?

M: Bem, é fácil de entender.

pS: Vocês estavam buscando uma vibração hip-hop?

M: Eu não sei. Macacões são hip-hop??

pS: Bem, meio que tipo Rip Slyme ou...

M: Então, siim, eu estava.

A: Perdão?

pS: Eu aprendi minha lição. Eu não vou escrever isso.

A: Quer dizer, é só uma coisa fácil de colocar. É simbólico.

pS: Ir ao banheiro usando macacões não é problemático?

M: Nós não vamos ao banheiro.

A: Nós não fazemos tal coisa. Ídolos não vão ao banheiro.

M: Nós não temos essa necessidade.

A: Sim, sim.

M: Nós não temos barbas.

A: Tudo verdade.

M: Em ordem de não termos barbas, nós não vamos ao banheiro.

A: E nós não comemos comida.

M: Não tenho muita certeza sobre esse aí. Nós não bebemos nada.

pS: Então, você está dizendo que vocês não tem partes sexuais também?

M: Essa é tipo uma área nebulosa.

A: Perdão?

M: Eu não tenho a impressão de que usar macacões faça ficar difícil ir ao banheiro.

A: Pelo contrário, é mais fácil!

pS: Antes de vocês pensarem em usar macacões, que outras idéias vocês tiveram?

A: Na verdade, nós queríamos macacões desde o começo, tipo, “o que você acha de usarmos macacões?”. No final, nós queríamos que nós dois tivéssemos o mesmo look. E nós não íamos sair por aí usando jeans e camisetas. Eu achei que macacões resolveriam o caso.

pS: Eles vão ser pretos para sempre?

M: Também não decidimos sobre isso ainda.

A: Nós provavelmente iremos usar o que nós quisermos, quando nos quisermos.

pS: Quem dá o título das músicas?

A: Alguns são do maya, alguns são de nós dois.

pS: Todos em inglês?

A: Não, depende da música. Tem em japonês também.

M: Existe um misto dos dois, com letras do alfabeto e caracteres japoneses. Mas eu acho que a maioria parece com inglês.

A: Parece com inglês porque É inglês.

pS: Vocês já tiveram aulas de conversação em inglês?

A: Nunca.

M: Não, eu não sei muito inglês, e esse foi o caso de “Little Fat Man Boy”. Tem muito pouco a ver com o significado. É o som que eu tento usar palavras que eu já sei e não, tipo, escolher uma palavra e passá-la para inglês.

pS: Então, você já considerou tentar escrever suas letras em inglês?

M: Não é que eu não tenha pensado sobre isso tanto quanto o fato que letras completas em inglês estão além da minha habilidade nesse momento. Se eu pudesse falar muito bem, eu talvez tentaria. Se eu fizesse algo nesse momento não faria sentido, e eu não quero me colocar nessa situação. [Nota da tradutora: Muito bem, maya <3 dê uns conselhos pro ruki, por favor.]

pS: Vocês gostariam de aumentar suas atividades no exterior?

A: Não tipo, aumentar elas. Se alguma coisa aparecer no nosso caminho, nós adoraríamos.

M: É, nós não queremos forçar nada.

A: Nós não temos nenhum desejo de nos forçar em cima da América e tentar vender por lá.

M: Eu gostaria de fazer isso com a mesma impressão de estar indo de Tokyo pra Hokkaido.

pS: Você gosta do Japão?

M: Sim, eu gosto. Mas na verdade, eu amo a América.

pS: Quantas vezes você já esteve na América? [N/T: quando eles dizem América, eles querem dizer Estados Unidos da América, não o continente completo, tá?]

M: Não tantas assim, mas eu quero dizer, falando sobre a América, vai ser sobre LA. Você sabe, a costa oeste. Ela tem um clima mais agradável. A Inglaterra tem, tipo, um clima ruim.

A: É, é ruim. É pior que o Japão. É nebuloso.

M: Então eu gosto da ensolarada costa oeste mais do que da nebulosa Inglaterra.

pS: Então maya, qual é seu sabor favorito de Chupa Chups?

M: Wow, meu favorito? Eu gosto de tudo, muda de acordo com o meu humor. Eu costumava realmente gostar de morango com Chantilly, tipo, os sabores mais doces. Recentemente uma fã me deu um sabor especial que foi lançado só em Taiwan.

pS: Que presente você ficaria feliz de receber de fãs?

M: Algo que eu queira? Talvez algo que eu pudesse usar emu ma sessão de fotos ou vídeos? Isso me faria feliz, acessórios ou brinquedos.

pS: Quais são os seus hobbies? (A palavra usada foi “Shumi”, que pode significar hobbies mas também quer dizer “gostos”, com em que tipo de coisas te excitam, fetiches, esses tipos de gostos xD)
M: Meus gostos?!

A: Vai lá Maya, conta pra ele seus gostos sexuais! Como você gosta.

M: Como eu gosto? Essa é dura de responder.

A: CENSURADO!

M: Ele quer dizer hobbies. Eu não tenho nenhum. Estou atualmente procurando por algum.

pS: Procurando por hobbies?

A: O que diabos “procurando por algum” quer dizer?

M: Você sabe, tipo, coisas divertidas. O que está na moda agora e o que é popular entre as pessoas, qualquer coisa, sério.

pS: E você, Aiji?

A: Nada além de viajar.

pS: Vocês são gamers?

M: Não mesmo.

A: É, eu sou. Eu sou viciado em jogos.

M: Isso não se classificaria como um hobbie?

pS: Qual é o seu jogo de escolha?

A: Coisas diferentes, como futebol ou Winning Eleven.

pS: Aqui está outra para os fãs. Vocês dois são Festeiros ou Caseiros?

M: Festeiros.

A: O que foi isso?

M: Você não ouviu?

A: Não, eu não ouvi.

M: Bem, eu não sou um festeiro. Eu sou do tipo que fica em casa, mas o Aiji topa tu-...

A: Caia fora daqui.

M: Tudinho.

A: É a primeira vez que eu ouço falar disso.

pS: Ele provavelmente está jogando Winning Eleven em casa.

M: yeah, faça disso um VERDADEIRO Winning Eleven.

A: O que é isso? Não seria simplesmente futebol?

M: Ele é um animal.

A: Não, sério, o que diabos é exatamente um VERDADEIRO Winning Eleven???

M: Às vezes ele é dominado pela besta, uma besta festeira.

A: Não eu não sou.

M: Perigoso!

pS: Vocês bebem? Se sim, o quê?

M: Eu não bebo.

A: Eu bebo, eu beberia qualquer coisa desde que custasse mais de $100.

pS: Um, próxima pergunta…

M: Barbas? Nós podemos falar mais sobre barbas?

pS: Não. Chega de barbas.

M: Essa foi a última pergunta dos fãs americanos?

pS: É, vocês tem uma fanbase considerável. Existem vários fansites sobre vocês.

M: Eu ouvi falar algo sobre isso. Uma das nossas fãs japonesas estava nos contando que ela procurou nosso nome e encontrou vários fansites internacionais.

pS: Vocês já se procuraram no Google ou usam a internet de alguma maneira?

M: Eu uso a internet pra pesquisar sobre tudo o que eu quero conhecer melhor.

A: Coisas que eu quero saber no momento.

M: Tipo, o que um tubarão come?

pS: Vocês tem alguma idéia sobre o que vocês querem fazer em seguida?

M: Bem, por hora a turnê. Eu só quero que nós façamos o melhor possível em o que está bem na nossa frente. Esse não é o momento de começar a falar sobre onde nós estaremos daqui a alguns anos. As coisas irão vir conforme nós fazemos nossas coisas; objetivos e tudo mais. Eu só quero aperfeiçoar nossas performances live.

pS: Como os shows têm sido até agora?

M: Eu não sei, nós não fizemos shows o suficiente pra entender tudo. Agora que nós temos alguns singles e um mini-álbum lançados, os fãs conhecem as músicas. Eu acho que nossos shows vão mudar a partir de agora.

pS: Vocês estão pensando sobre um álbum completo?

M: Não nem algo em que nós pensamos, nem algo que nós não pensamos.

pS: Eu tenho algo a te perguntar.

M: É sobre barbas?
pS: Por onde você gostaria que os novos fãs começassem a ouvir LM.C?

M: Eu gostaria que eles ouvissem uma grande variedade de canções. Tipo, eu sei que “Boys & Girls” é o nosso novo single, mas não ouçam só isso. Eu quero que as pessoas dêem uma olhada nas nossas coisas antigas, porque só uma música não vai te dizer quem somos nós. Eu acho que as pessoas entenderiam melhor se elas ouvissem todo o nosso catálogo.

pS: Algum conselho para os recém-formados?

M: Eu tenho a impressão que adolescentes dessa idade não me escutariam não importa o que eu dissesse a eles.

A: É, só viva a vida impulsivamente..

M: Simplesmente faça o que você estiver fazendo.

A: Viva a vida como você quiser.

M: Não importa o quanto adultos os digam para estudar, eles não vêem a importância disso. É impossível para mim fazer eles entenderem o que eu aprendi através das décadas que eu vivi em apenas algumas palavras. Então eles deveriam simplesmente fazer o que eles estiverem fazendo.

A: Vivam como vocês quiserem viver.

pS: Vocês tem alguma mensagens para os seus fãs?

M: Em que linguagem nós faremos isso, coreano?

A: Por que não? Diga-me, eles compram nossos cds no exterior?

pS: Claro, através de importadores.

A: Mas todo mundo baixa coisas de sites de compartilhamento de arquivos e através de amigos, certo?

pS: Eu diria que sim.

A: Então é daí que a maioria deles consegue nossas coisas. Quer dizer, na realidade, nós também baixamos coisas, nós não estamos dizendo que é errado e nós nem pensamos que seja. Mas se você tiver a chance de ouvir a música do LM.C e gostar do que você ouve, por favor compre os originais. Se houver uma oportunidade, nós gostaríamos de vir fazer um show na América e em outros lugares. Eu realmente não considero nossos países separados. Nós somos todos parte da mesma Terra, do mesmo planeta.

M: Eu não sei que gênero nós somos, ou o quão conhecidos nós somos, mas eu só quero que nós todos nos divertirmos juntos. Isso não é algo que pode acontecer qualquer dia. Em ordem do LM.C se estabelecer por aí, nós precisaremos da ajuda de todos que estiverem lendo essa edição da purple sky.

Parte Extra: LM.C e Michael Jackson

pS: Existe algum artista com o qual vocês gostariam de se apresentar?

M: Esse seria…

A: Michael Jackson.

M: Isso não é o que eu ia dizer. Porque você está me encarando? Tipo, eu não sou engraçado nem nada.

A: Não, eu quero dizer, isso seria algo muito apropriado para o LM.C.

M: Bem, eu quer dizer, não é engraçado.

pS: Certo, Michael Jackson.

A: Ou seria Jichael Mackson?

pS: ….

M: (tendo um ataque de riso)

pS: Eu não acho que os meus leitores vão entender a piada.

M: Não é engraçado? Não traduz bem? Eles provavelmente vão achar que foi só um erro de digitação.

pS: Vocês são fãs do Michael Jackson?

A: Eu gusto dele. E o maya também, certo?

pS: Vocês ficaram desapontados com ele por todas as acusações de abuso infantil?

A: Eu realmente não tenho nenhum interesse nisso. Eu não ligo para a vida pessoal dele.

M: Na verdade, para os japoneses, isso faz dele mais interessante. Interessante ou… Sem ofensa para as vítimas, é claro, mas ele é incrível. Toda aquela coisa do rancho Neverland é simplesmente insana, o que é o máximo.

pS: O que vocês pensam quando vocês ouvem uma música do Michael Jackson?

A: As melodias são boas. Simplificando, ele só faz melodias ótimas. Tipo, número um no mundo.

M: Ele realmente é o número um.

A: Mesmo em quanto dinheiro ele gasta, número um.

M: As músicas dele, que seja, mas a presence dele é massiva. Quer dizer, ele é meio que maluco, mas...

A: Quando você chega na classe dele, mesmo que seja só uma música base, você consegue perceber que ela foi feita por um artista do escalão superior. O nível é simplesmente diferente, até quando você ouve em CD.
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Re: Purple Sky, Primavera de 2007

Mensagem por [ Naymi ] em 29.11.09 20:54

Eu acho que isso entra pra lista das coisas que mais me fizeram rir na vida xD
é amor demais (LLLLLLLLLL)
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Re: Purple Sky, Primavera de 2007

Mensagem por thamiires em 09.02.10 1:23

Qual é, quando o Aiji falou que o Maya não tem 'nadinha de pelos', ele esfregou na cara de todo mundo seu caso com Maya POAKSOPAKSPOAKSPOKASPOKASPOKASPOKAOSPKOPAKSAOPK
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Re: Purple Sky, Primavera de 2007

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